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Évora 2027

Sobre o Workshop

O Workshop Internacional “Culture Capital Cites” assume-se como o ponto de encontro de 2 caminhos.

O primeiro regista o culminar de um primeiro processo de estudo e reflexão que, ao longo de 2 anos, levou uma parceria regional composta por sete instituições (Município de Évora, Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, Fundação Eugénio de Almeida, Universidade de Évora, Comissão de Coordenação Regional do Alentejo e Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo), a debruçar-se sobre o potencial cultural e criativo dos agentes locais regionais, sobre o potencial dos seus equipamentos culturais e a perceber as dinâmicas de outras cidades capitais europeias de cultura.

O segundo regista o lançamento do processo de candidatura da cidade de Évora e região envolvente (Alentejo Central) a Capital Europeia de Cultura em 2027, com o envolvimento de todas as instituições parceiras e um conjunto de convidados nacionais e europeus. Este momento constitui-se como um fórum de discussão aberto as todas as partes interessadas, local, regional e nacionalmente, sobre questões para nós fundamentais: o que são cidades capitais de cultura? Como podemos enquadrá-las à luz das actuais politicas e instrumentos de apoio e cooperação? Quais os principais impactos que procuramos com estes processos de desenvolvimento cultural das cidades e quais os seus legados? Como pode a arte e participação cívica servir para envolver e promover comunidades mais integradas, criticamente construtivas e activamente participativas? Que cidade falta construir? Quais são as nossas cidades invisíveis? Como dar-lhes forma? Do que falamos quando falamos de dimensão europeia da cultura? Que papel tem hoje a cultura, no contexto de sociedades cada vez mais complexas onde os elevados níveis de incerteza e insegurança nos transportam muitas vezes para um determinado atavismo fatalista, protector e regressor? De que falamos quando falamos de economia criativa e das suas possibilidades de criar redes e escala, atendendo às especificidades das pequenas cidades de interior com modelos de desenvolvimento social, económico e cultural muito distintos das grandes cidades “estrelas” da economia mundial? O que podem a cultura e a criatividade nestes contextos? Em que medida se poderão constituir como catalisadores para uma mudança positiva?

Durante este encontro procuraremos encontrar um “chão” comum revendo ideias e práticas estabelecidas com o objectivo respeitar e valorizar o nosso legado histórico e ao mesmo tempo transportá-lo para contemporaneidade futura. Ou o futuro é já hoje?

Façamos nossas as palavras de Carlos Fortuna:

"É preciso fazer das nossas cidades algo politicamente criativo e cultural e socialmente sustentável. O que é isto? É construir a cidade do futuro próximo como uma cidade nova. Quero dizer, construir uma cidade que corrija os principais erros da cidade de hoje e se mostre uma cidade justa, imaginativa, ecológica, tão compacta como policêntrica, com memória e sentido de lugar, de fácil contacto social, culturalmente diversa e, acima de tudo, uma cidade bela."

In Carlos Fortuna, Culturas urbanas e espaços públicos: Sobre as cidades e a emergência de um novo paradigma sociológico, Revista Crítica de Ciências Sociais, 63, Outubro 2002: 123-148

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